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Alma e Espírito

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Alma e Espírito

Mensagem por Lourival soldado cristão em 19th Novembro 2012, 2:49 pm


Alma e Espírito









As
palavras "alma" e "espírito" nas
Escrituras provém de palavras hebraicas e gregas, línguas
em que a Palavra de Deus foi escrita. Vejamos:

Alma - No AT, vem do hebraico vpn (nephesh).
Ocorre aproximadamente 755 vezes, sendo traduzida de diferentes
formas, dependendo do contexto. No Novo Testamento, a palavra
grega é quch (psyche) e ocorre aproximadamente 105 vezes.

Espírito - No AT, são usadas
as palavras Mwr (ruach) e hmvn (neshamah). Aparece 377 vezes.
No Novo Testamento, a palavra grega para espírito é
pneuma (pneuma); ocorre 220 vezes.
Ambas são traduzidas de diversas formas nas Escrituras;
eis alguns exemplos:
Alma - vida (Gn 9:4,5; 35:18; Sl 31:13, etc), pessoa (Gn 14:21;
Dt 10:22; At 27:37, etc), cadáver (Números 9:6);
apetite (Ec 6:7) coração (Ex 23:9) ser vivente
(Ap 16:3) pronomes pessoais (Sl 3:2; Mt 26:38)

A palavra “alma” aparece na Bíblia aproximadamente
1600 vezes, e em nenhum caso refere-se a uma entidade fora do
corpo, ou que seja “imortal”.

Espírito - vento (respiração
- Gn 8:1), espírito (no sentido de alento - Jz 15:19),
atitude ou estado de espírito (Rm 8:15; I Co 4:21, etc),
sopro ou hálito de Deus (II Ts 2:8, etc) consciência
individual (I Co 2:11, primeira parte).
Possui também outras definições: anjos
e demônios (Hb 1:14; I Tm 4:1, etc) aplica-se como apelativo
a Cristo (II Co 3:17) a Divina natureza de Cristo (Rm 1:4),
a Terceira Pessoa da Trindade (Rm 8:9-11; I Cor. 2:8-12)
O termo "espírito", em todas as vezes que aparece
nas Escrituras referindo-se ao ser humano, não expressa
o conceito de que o mesmo seja uma entidade imaterial consciente
capaz de sobreviver fora do corpo.
Por que existem tantos sentidos para as palavras “alma
e espírito”? A línguas bíblicas
não possuem um considerável número de verbetes.
Como exemplo temos o hebraico, que não tem vogais, preposições,
ou conjunções. É esta escassez de palavras
que torna possível apenas uma assumir vários sentidos.

Como comparação, vejamos a língua portuguesa.
Mesmo sendo rica em letras e verbetes, enfrenta certas dificuldades.
A palavra “manga” tem mais de 1 sentido: manga de um casaco;
a fruta cujo nome é manga, etc. Se a nossa língua,
com seus muitos verbetes têm palavras com vários
sentidos, imagine o alfabeto hebraico !


Apesar das diversas traduções, é importantíssimo
sabermos que o conceito básico de "espírito"
e "alma" encontramos no texto de Gênesis 2:7,
onde nos é mencionado o processo utilizado por Deus na
criação do homem:
“Então, formou o SENHOR Deus ao homem do pó
da terra e lhe soprou nas narinas o fôlego de vida (neshamah),
e o homem passou a ser alma (nephesh) vivente”. Gênesis
2:7.
Deus formou ao homem de 2 elementos: pó da terra e fôlego
de vida. De acordo com o original, este texto seria da seguinte
forma: "Então, formou o Senhor Deus ao homem do
pó da terra e lhe soprou nas narinas o espírito
de vida (fôlego de vida), e o homem passou a ser uma pessoa
vivente".Isto significa que no conceito Bíblico:
A) Espírito é o fôlego de vida proveniente
de Deus;
B) Alma é a união do corpo com o fôlego
de vida, ou seja, a pessoa como um todo. Isto é apoiado
pelo texto de Deuteronômio 10:22. Exemplifiquemos isto:
Digamos que você tenha uma lâmpada e não
tenha e eletricidade. Terá luz? Certamente não.
Agora suponhamos que você tenha a eletricidade, mas não
tenha a lâmpada. Terá luz? Também não.
Para haver a luz, terá de ter a lâmpada e a eletricidade;
apenas uma delas não bastará.
O mesmo se dá com a vida. Para existir vida, temos de
ter o corpo e o espírito (fôlego de Deus). Caso
contrário, não temos vida; somos inconscientes.
Como disse Jesus:
“Isto dizia e depois lhes acrescentou: Nosso amigo Lázaro
adormeceu, mas vou para despertá-lo. Disseram-lhe, pois,
os discípulos: Senhor, se dorme, estará salvo.
Jesus, porém, falara com respeito à morte de Lázaro;
mas eles supunham que tivesse falado do repouso do sono. Então,
Jesus lhes disse claramente: Lázaro morreu”. João
11:11-14.
Cristo comparou a morte a um SONO, confirmando assim o que diz
Salomão:
“Porque os vivos sabem que hão de morrer, mas os mortos
não sabem coisa nenhuma, nem tampouco terão eles
recompensa, porque a sua memória jaz no esquecimento.
Amor, ódio e inveja para eles já pereceram; para
sempre não têm eles parte em coisa alguma do que
se faz debaixo do sol”. Eclesiastes 9:5-6.
Portanto:

Lâmpada
+ eletricidade = Luz.
Lâmpada - eletricidade = Sem luz.


da Terra (corpo) + fôlego de vida (espírito) =
Alma vivente.
Pó da terra - fôlego de vida = cadáver -
sem vida.
A união do corpo com o fôlego de vida de Deus resultou
numa alma vivente. Assim, podemos ver que o homem “é
uma alma”. (cf. Deuteronômio 10:22), não “possui
uma alma”.
O fôlego de vida (espírito) humano, dado por Deus,
a fonte de toda a vida (Salmo 36:6; Colossenses 1:17, etc) é
o mesmo de todos os animais (leia Gênesis 7:22; Eclesiastes
3:19); isto quer dizer que este alento não pode ser algo
inteligente, pois se o fosse, o fôlego de vida dos animais
(o espírito) teria de ser algo racional também.

Quando
morre o corpo, o fôlego de vida não mais existe;
torna para Deus (Eclesiastes 12:7) (reintegra-lo, talvez, no
ar). Sendo que este espírito (sopro ou fôlego de
vida) não é algo pensante, na morte o ser humano
deixa de existir como um todo.
De acordo com as Escrituras, o único que possui a imortalidade
é Deus: “a qual, em suas épocas determinadas,
há de ser revelada pelo bendito e único Soberano,
o Rei dos reis e Senhor dos senhores; o único que possui
imortalidade, que habita em luz inacessível, a quem homem
algum jamais viu, nem é capaz de ver. A ele honra e poder
eterno. Amém!” 1 Timóteo 6:15-16.
Isto se dá porque, para o homem fosse eterno, teria de
obedecer a Deus para ter livre acesso á árvore
da vida, que perpetua a existência. Como o homem pecou
e Deus o expulsou do éden, ele não comeu mais
da árvore da vida, tornando-se assim mortal. (Leia Gênesis
3:22-24; Isaías 51:12).
Se já fôssemos imortais, não haveria necessidade
de Adão ter comido da árvore da vida, e nós
de a comermos no céu. (cf. Gênesis 2:16, 17; 3:23,
24 e Apocalipse 22:2). Como seríamos imortais sendo que
Deus privou o homem de comer da árvore da vida? (ver
Gênesis 3:22 e 24). O homem foi criado com a imortalidade;
mas esta era “condicional” à obediência a Deus.

No céu, quando Jesus voltar e nos levar com ele iremos
comer da árvore da vida para sermos imortais: “No meio
da sua praça, de uma e outra margem do rio, está
a árvore da vida, que produz doze frutos, dando o seu
fruto de mês em mês, e as folhas da árvore
são para a cura dos povos”. Apocalipse 22:2.
“Bem-aventurados aqueles que lavam as suas vestiduras no sangue
do Cordeiro, para que lhes assista o direito à árvore
da vida, e entrem na cidade pelas portas”. Apocalipse 22:14.
“e, se alguém tirar qualquer coisa das palavras do livro
desta profecia, Deus tirará a sua parte da árvore
da vida, da cidade santa e das coisas que se acham escritas
neste livro”. Apocalipse 22:19.
Se já tivéssemos uma alma ou espírito imortal,
não haveria necessidade disto.
Se o espírito ou alma já estivessem no céu
(vivendo de um modo imaterial), porque Jesus iria vir nos buscar?
Não haveria necessidade disto se já estivéssemos
lá em cima.
A ressurreição é uma prova de que a pessoa
ainda não está no céu na morte; se Jesus
vem nos ressuscitar a pessoa para levar ao céu, é
sinal de que ela ainda não está lá.
Com o auxílio de uma concordância analítica,
podemos verificar que o hebraico “nephesh” e o grego “psique”
não aparecem uma única vez coma idéia de
imortalidade ou eternidade.
As mesmas palavras hebraicas usadas para definir espírito
são usadas para referir-se ao “fôlego de vida”
que Deus soprou nas narinas do homem; assim ocorre também
com as palavras gregas.

O
estado do homem na morte
Na Bíblia, a morte é comparada a um “sono” cerca
de 53 vezes, indicando assim o estado de inconsciência
dos mortos até a volta de Jesus (Salmo 6:5; 13:3; 88:10-12;
115:17; Isaías 38:18-19; Eclesiastes 9:5-6 e 10; I Tessalonicenses
4:13-16).
“A Bíblia não apóia em absoluto a doutrina
popular de que os mortos permanecem conscientes até a
ressurreição. Pelo contrário, enfaticamente
refuta tal ensinamento (Sl 115:17; Ec 9:5). Emprega-se comumente
o verbo dormir como símbolo da morte (Dt 31:16; 2 Sm
7:12; I Rs 11:43; Jó 14:12 ; Dn 12:2; Jo 11:11,12; I
Co 15:51; I Ts 4:13-17; etc). A declaração de
Jesus, que consolava a seus discípulos com a idéia
de que eles voltariam a estar com ele na ocasião de sua
segunda vinda e não na morte, ensina claramente que o
“sono” não é uma comunicação consciente
dos justos com o Senhor (João 14:1-3). Do mesmo modo,
Paulo explicou que ao produzir-se o segundo advento, todos os
justos que então estão vivos e os mortos que ressuscitarão
neste momento se unirão simultaneamente com Cristo, sem
que os vivos precedam os mortos (I Ts 4:16,17)” .
Se a morte fosse um começo de uma nova existência,
não poderia ser chamada pelas Escrituras de nossa “inimiga”
(I Coríntios 15:26); teria de ser chamada de amiga, pois
estaria nos ajudando a ir para o paraíso.

Como
os justos irão pára o céu. Origem da doutrina
da imortalidade da alma
Não nos esqueçamos que as pessoas que foram arrebatadas
ao Paraíso (Enoque, Moisés e Elias) o foram com
o corpo, em vida e não por ocasião da morte (Moisés
foi ressuscitado antes de ir ao céu - cf. Judas 9). Isto
é uma prova indiscutível de que o ser humano,
ao ir para o Céu, irá também com o corpo
e não em espírito apenas.
Basta estudarmos a história e veremos que “a doutrina
da imortalidade da alma não é bíblica,
mas pagã. Nasceu na Grécia e propagou-se na Igreja,
através de Platão, do século V em diante,
graças à influência de Agostinho...” (Professor
Otoniel Mota, Pastor Presbiteriano, em Meu Credo Escatológico
[opúsculo], ed. 1938, p. 3.)

Questões
Bíblicas para análise:
1) Se a pessoa ao morrer fosse para o céu
ou para o inferno, que necessidade haveria de Jesus voltar e
nos ressuscitar, se já estivéssemos no céu?
(os de Cristo, na sua vinda - I Cor. 15:23). É ilógico
Jesus enviar-nos do céu 'em espírito' para a sepultura
para depois ter de ressuscitar. Como harmonizar a doutrina da
ressurreição com a doutrina imortalista?
2) Como crer que ao morrermos vamos para o
céu se em Hebreus 11:39 e 40 os heróis da fé
ainda não obtiveram a concretização da
promessa, pois Deus não quer que sem nós eles
sejam aperfeiçoados? (Lembremos de I Cor. 15:20).
3) Como crer na doutrina da imortalidade da
alma sendo que a eternidade do homem era condicional à
obediência a Deus, e por desobedecer Adão foi privado
da árvore da vida para que não se tornasse imortal
como Deus? Nós não comemos da árvore da
vida... (Gênesis 3:22-23). Porque iremos comer da árvore
da vida no céu se nosso espírito é imortal?
(Apocalipse 22:2).
4) Se somos imortais, porque devemos ainda
“buscar a imortalidade e a incorruptibilidade”? (Romanos 2:7).
Se devemos buscar, é porque não a temos.
5) Porque Jesus diz ser a morte um sono? (João
11:11-14) Porque Jesus disse, após Sua ressurreição,
que durante a morte “ainda não tinha subido para o Pai?”
(João 20:17).
6) Como harmonizar a doutrina da imortalidade
da alma com o texto de Mateus 16:27, no qual diz que “a recompensa
será dada quando Jesus voltar”? Se estivessem os mortos
no céu ou no inferno, já teriam recebido a recompensa...Tal
doutrina (vida após a morte) não se harmoniza
com a doutrina do Juízo.
7) Jesus disse em João 11:25: “... Eu
sou a ressurreição e a vida; quem crê em
mim, ainda que esteja morto, viverá; (João 11:25
grifo meu); Ele não disse: “... ainda que morra, vive...”.
“Ao contrário, Ele declarou, que no futuro trará
da sepultura aqueles que morreram nEle. Veja João 5:28
e 29”.


Quando receberemos a imortalidade.
Em João 5:24 o Senhor diz que ao cremos nEle, temos a
imortalidade garantida. Mas isto não significa que hoje
tenhamos recebido a imortalidade . Isto fica claro nos seguintes
textos, onde se afirma que a receberemos quando Jesus voltar
e ressuscitar os justos :“Disse-lhe Jesus: Eu sou a
ressurreição e a vida. Quem crê em mim,
ainda que morra, viverá” João 11:25.
“E serás bem-aventurado, pelo fato de não
terem eles com que recompensar-te; a tua recompensa, porém,
tu a receberás na ressurreição dos justos”.
Lucas 14:14. “De fato, a vontade de meu Pai é
que todo homem que vir o Filho e nele crer tenha a vida eterna;
e eu o ressuscitarei no último dia”. João
6:40.

Outros
versos:
“Ora, todos estes que obtiveram bom testemunho por sua
fé não obtiveram, contudo, a concretização
da promessa, por haver Deus provido coisa superior a nosso respeito,
para que eles, sem nós, não fossem aperfeiçoados”.
Hebreus 11:39-40. “Cada um, porém, por sua própria
ordem: Cristo, as primícias; depois, os que são
de Cristo, na sua vinda”. 1 Coríntios 15:23.
“Não queremos, porém, irmãos, que
sejais ignorantes com respeito aos que dormem, para não
vos entristecerdes como os demais, que não têm
esperança. Pois, se cremos que Jesus morreu e ressuscitou,
assim também Deus, mediante Jesus, trará, em sua
companhia, os que dormem. Ora, ainda vos declaramos, por palavra
do Senhor, isto: nós, os vivos, os que ficarmos até
à vinda do Senhor, de modo algum precederemos os que
dormem. Porquanto o Senhor mesmo, dada a sua palavra de ordem,
ouvida a voz do arcanjo, e ressoada a trombeta de Deus, descerá
dos céus, e os mortos em Cristo ressuscitarão
primeiro; depois, nós, os vivos, os que ficarmos, seremos
arrebatados juntamente com eles, entre nuvens, para o encontro
do Senhor nos ares, e, assim, estaremos para sempre com o Senhor”.
1 Ts 4:13-17.
Neste texto podemos ver a seqüência correta dos eventos
antes de recebermos a imortalidade que já nos está
assegurada em Cristo:
1o: Vinda de Jesus;
2o: Ressurreição dos mortos;
3o: Transformação dos vivos;
4o: Arrebatamento dos vivos juntamente com
os mortos ressuscitados, indicando assim que iremos para o céu
todos juntos; os mortos não vão primeiro após
a morte;
5o: Encontro com o Senhor nos ares;
6o: Vida eterna ao lado de Cristo.
Em I Coríntios 15 também podemos observar esta
seqüência em muitos detalhes:
“Eis que vos digo um mistério: nem todos dormiremos,
mas transformados seremos todos, num momento, num abrir e fechar
de olhos, ao ressoar da última trombeta. A trombeta soará,
os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós
seremos transformados. Porque é necessário que
este corpo corruptível se revista da incorruptibilidade,
e que o corpo mortal se revista da imortalidade. E, quando este
corpo corruptível se revestir de incorruptibilidade,
e o que é mortal se revestir de imortalidade, então,
se cumprirá a palavra que está escrita: Tragada
foi a morte pela vitória”. 1 Coríntios
15:51-54.
1o: Volta de Jesus, anunciada pelas trombetas;
2o: Ressurreição dos mortos;
3o: Transformação dos vivos;
4o: Nos é outorgada a imortalidade,
pois é neste momento que é dito que “tragada foi
a morte pela vitória”.
Eis a seqüência apresentada e apoiada pelas Escrituras.


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